Souto MC lança clipe de Mambo e se prepara para gravação do seu primeiro EP

A rapper paulista Caroline Souto, a Souto MC, lança hoje (23) às 18h o clipe do single Mambo, dentro de um projeto com três músicas, duas já conhecidas pelo público e uma inédita, que mistura ritmos musicais e a cultura latina americana à batida do Hip Hop nacional. Produzido integralmente por mulheres, a história contada no clipe sequencial continuará em Selena, já em processo de produção.

Em seguida será a vez da inédita, que está sendo preparada em parceria com a Karol de Souza. O lançamento dos três clipes marca o fim de um ciclo e o início de um novo momento na carreira da MC.

Aos 23 anos, a rapper de flow inconfundível venceu no último mês o Prêmio Sabotage de Melhor MC, ganhando ainda mais destaque no cenário do Hip Hop Nacional, sendo reconhecida por nomes importantes, como Emicida.

Retorno como um tornado, trabalho dobrado
Pra não arrepender do que eu tenha me tornado
Nada me é tomado, muito menos dado
Venenos em dardos, brinco como dados

Souto conta que sempre quis dar uma cara de série a essas músicas, de forma que fizesse jus aos temas e referências que cada uma traz. “O clipe tem grande significado pra mim, em tudo, desde o início do roteiro, até os detalhes mais imperceptíveis”, entrega sobre a nova produção.

“Quando a Souto chegou com a gente pra fazer o videoclipe, trocamos uma ideia e decidimos que precisávamos contar uma história; e aí pensamos fazer Mambo e Selena como continuidade um do outro”, explica Érica Pascoal, que assina a direção e direção de fotografia do vídeo com o selo Ganga Prod, uma produtora audiovisual formada só por mulheres.

Mambo é a história de uma artista que está tentando mostrar sua arte para o mundo e o mundo está recusando. De repente essa arte começa a ser aceita. Junto com a aceitação, um convite de volta pra casa: trago você de volta. O final dessa história a gente só vai conhecer em Selena, que deve ser lançado no próximo mês.

“As meninas da Ganga conseguiram captar exatamente a ideia da música e o que há por trás dela”, elogia a MC.

Após a sequência de videoclipes, Souto deixa de lançar músicas separadamente e se prepara para um passo importante na sua carreira: o lançamento do seu primeiro EP, que deve sair ainda em 2018.

 

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DE MINA PRA MINA

A produção do videoclipe de Mambo, e dos que estão por vir, é 100% feita por mulheres, que formam a Ganga Prod., que produz conteúdo para o Hip Hop feminino brasileiro.

Érica Pascoal, idealizadora do projeto, conta que a ideia surgiu quando elas perceberam que o rap nacional estava em pleno crescimento e a qualidade das produções estava em alto nível, porém isso só se via principalmente com o rap masculino. “Nesse momento, percebemos que havia pouco ou quase nada de investimento quando se trata de mulheres desse segmento musical”.

Em janeiro de 2018, Pascoal produziu os primeiros videoclipes com o grupo Rap Plus Size. Para a gravação, chamou outras mulheres do audiovisual, que hoje compõem a equipe fixa do selo.

A meta, ela conta, é difundir o Hip Hop nacional feito por mulheres através de conteúdo audiovisual de alta qualidade. “O que é retratado na letra pelas MCs tem um potencial muito grande se pensarmos no cenário político e econômico que vivemos atualmente.”, pontua.

Link do lançamento:

www.youtube.com/gangaprod

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É necessário enriquecer (ou mudar) o discurso

Pensa aí em quantos MC’s e grupos de Rap você gostava, ouviu o primeiro disco e achou foda, aí o segundo, terceiro, foi mais do mesmo e você simplesmente parou de ouvir. Tem vários né?

Eu tenho escutado bastante o segundo disco do Djonga, e me chamou a atenção em como a poesia dele ficou mais rica depois de Heresia, e como ele conseguiu mostrar para o público as mudanças na sua vivência (vida pessoal, carreira, jeito de ver o mundo), sem perder a essência na sua forma de fazer música.

Acredito que nem todos que começam uma carreira dentro do Hip-Hop tem essa percepção, muitos tratam o sucesso de um primeiro trabalho como uma fórmula mágica para manter o mesmo, isso a longo prazo enfraquece carreiras e não mantém fiel o público, consequentemente, esses artistas não fortalecem a cultura da melhor forma.

A gente até presenciou por um tempo uma fórmula mágica, mas já tava ficando bem chato tudo aquilo, e ainda bem que Sulicídio veio e questionou tudo o que estava acontecendo.

Claro que o público tem a sua parcela de culpa, não falta fã que reclama quando algum MC coloca uma roupagem diferente no som, arrisca mais em outras formas de trabalho, eu vejo isso quase que como um desrespeito ao artista, pois seus trabalhos obviamente são para agradar o público, mas é algo pessoal também, cobrar os artistas por pararem de falar algo e começarem a dizer outra coisa atrapalha bastante, e também enfraquece a cultura a longo prazo. Claro que quando alguém começa a fazer um som zoado, a gente tem que cutucar, mas temos que aprender a direcionar melhor essas críticas.

Na entrevista do Rashid para o canal da Laboratório Fantasma, é dito que para o disco Crise, ele lançou todos os singles antes de lançar o disco de fato, dessa forma ele conseguiu mais sucesso do que em A Coragem da Luz, foi algo planejado para fidelizar mais o seu público e deu certo, o disco é bom, mas o anterior artisticamente (na minha opinião), é melhor. Via de mão dupla complicada de se trabalhar, pois os fâs tem dado menos atenção para um trabalho completo e bem montado para ficar mais focado em apenas alguns sons dos discos, e assim os MC`s precisam mudar sua forma de montar e lançar seus trabalhos. Pra sucesso é bom, mas artisticamente existe uma certa perda.

A impressão que fica é que os MC`s precisam antes de tentar trilhar algum caminho diferente depois de lançar seus primeiros trabalhos, se firmar e ficar um bom tempo fazendo sucesso. Um bom exemplo disso é o Emicida, o seu discurso nos sons mais atuais tem uma diferença perceptível dos mais antigos, e eu me lembro bem que ao lançar a mixtape Emicidio, choveram críticas a mudança na lírica e até mesmo na sua forma de trabalho. No trecho do vídeo abaixo a gente consegue entender melhor o motivo que o fez engrandecer sua poesia, se o cliente tivesse sempre razão, Emicida seria mais do mesmo e não seria símbolo de inovação no Hip-Hop, e hoje ele pode fazer o que quiser de diferente e não vai perder público.

Os novos artistas precisam lutar mais pelos discursos (que podem mudar com o tempo), que eles tem em mente, as vezes, lançar na rua um trampo onde foi feito um bom esforço para que seja algo artístico é melhor a longo prazo do que querer sempre fazer hype. Babylon By Gus Vol. 1 não fez sucesso no seu ano de lançamento e hoje é um clássico quase que obrigatório na escuta de quem gosta de Rap.

Karol Conká e a importância de saudar Sabotage

Quando eu tinha uns 10-11 anos eu era viciado na MTV e nessa época o Sabotage aparecia por lá direto, o maestro do Canão me fez olhar para o Rap com outros olhos e hoje a gente pode ver parte da sua contribuição para esse estilo musical no Brasil, arrisco dizer que, talvez ainda não tenhamos a real dimensão da sua herança musical.

Desfecho conforme
Vive o vento se mostra
Respeito pro povo

Ás vezes eu escuto “Rap É Compromisso” e o seu disco póstumo (leia nossa resenha sobre), e a cada escuta, e a cada dia que passa, eu fico com a impressão de que o Mauro Mateus é o tipo de artista que o Brasil mais precisa, tanto dentro quanto fora do Rap. A gente vê dentro do Hip-Hop, uma penca de MC que não assume o compromisso real dentro do movimento, está difícil ver rapper que acredita que “Respeito é Lei”, tá feio.

E também não tenho visto muitos artistas com discurso mais direto nas questões que podem fazer nosso país voltar a ser aquele que a gente não gostava de ver, até tem uns que fazem seu marketing em cima de algumas questões, mas se ficar só na imagem vai atrapalhar demais e não ajudar em nada a longo prazo.

Maracutaia em toda parte, vejo no governo
Tem ACM, Lalau, pra deixar tormento
Tem muito tempo, o pobre pagando veneno

Dia 5 de abril a Karol Conká lançou um remix da música “Cabeça de Nego” e eu fiquei bem feliz de ver uma artista do Rap, que tem grande visibilidade no mainstream lançar algo que saúda o Sabotage. Já que infelizmente não podemos ter esse artista sensacional entre a gente, é bom ver que ainda tem quem queira repassar sua mensagem por aqui. Se o som ficou bom ou não, vai de cada um, eu gostei, mas eu prefiro acreditar que mais gente vai conhecer a obra desse gênio, e mesmo sendo de pouco em pouco, a mensagem do Sabota vai entrando na cabeça de mais pessoas, isso é algo necessário nos tempos de hoje.

Periferia sofre em vida, mas tira um lazer

Nesse ano de 2018 fizeram 15 anos que perdemos este artista, e com certeza foi um golpe muito forte na nossa cultura. Eu vejo muito na internet uns MC`s forçando treta com outros para inflamar o público, tem quem baseie seus trabalhos em dizer que é copiado e tem quem diga que é bem legal ficar drogado e falar que chove buceta no seu dia a dia. Muitos desses artistas tem o público bem jovem, menores de idade, é bem complicado ver que tem artista fazendo sucesso sem ter o compromisso de mudar a cabeça dos jovens com o que realmente importa. E ver a Karol Conká lançando um remix de um rapper que sempre deixou bem claro que viver na imagem de bandido transão (assista o vídeo abaixo) não leva o Rap pra lugar nenhum, é de uma importância tremenda.

Ainda mais agora que nosso país volta a ter intervenção militar como pauta, e uma vereadora como Marielle Franco é assassinada só por dar a cara para melhorar a situação do Brasil, vivemos em tempos difíceis que exigem as letras do Sabotage na boca da nova escola do Rap, e de quem a sua mensagem puder alcançar.

Que reivindiquei estou aqui porque
Um novo tempo vai poder dizer que, é
Sobre um passado de um tempo presente

Quem produziu a versão original (Instituto), também assina o remix, mas agora com participação do Boss In Drama, e o clipe tá bom demais, foi gravado na favela do Boqueirão e você pode ver o DJ Hadji falando um pouco sobre o Maurinho, tem também a participação do Sabota Jr. e Tamires, filhos de Sabotage, e até do seu amigo Bola.

Hey Boy, para de pedir Racionais no show do Brown

O Rap Em Movimento encostou no festival Lollapalooza sábadão (24), e óbvio que foi acompanhar o show do soulman Mano Brown. Dos melhores que já vi na vida, mas é uma pena ver que muita gente não se preocupou em enxergar a beleza do momento, por achar que o Brown se baseia apenas em Racionais e vice-versa.

Foi uma satisfação imensa colar em um show de estilo musical que até então eu nunca tinha presenciado ao vivo, e o Mano Brown faz questão que sua apresentação tenha toda essa temática da música funk e soul. Ficou claro desde o início que aquilo não era um show de rap do Racionais MC’s, (se fosse, maravilha também, mas não era), e fica chato pra caralho ficar ouvindo gritos das pessoas pedindo Vida Loka sem que o artista termine de cantar a segunda música.

É chato ver que ainda tem gente que quer basear a carreira de um dos maiores artistas do Brasil, com tanta relevância até mesmo fora do âmbito musical, apenas a um momento da sua carreira, e achar que ele só tem algo a dizer se lançar no palco os sons que não são da sua carreira solo. Vi gente saindo do show quando perceberam que ele não ia cantar Racionais, feio. E o engraçado é que ele cantou “Eu te Proponho”, que é do disco Cores e Valores, do grupo Racionais, mas parece que sequer perceberam esse detalhe, da mesma forma que não repararam que ele falou para respeitar a mulher brasileira nesse momento de transição.

O show foi foda, momento único, vou guardar pra sempre na memória. Mas fico na torcida para que o público saiba dar mais valor as mensagens que os artistas têm para passar, independente do momento que eles passam em sua carreira, o Mano Brown por exemplo, não ficou menos perigoso por estar cantando funk e soul, será que é tão difícil assim ir no seu show e não ouvir Vida Loka?

O curioso caso da geração que consome rap pelo Youtube, mas não vai em shows

No último dia 9 de março o lendário grupo de rap norte americano Bone Thugs N’ Harmony fizeram  show no Espaço Barra Funda. Puta evento não? Apesar de não estar em sua formação completa o grupo carrega um peso enorme dentro do Hip Hop. São 25 fucking anos de história! Os caras cantaram com Tupac! Foram apadrinhados pelo Eazy E, isso já um bom motivo para você ir no show, não? Tá Mariana e o preço? Mano tava 40 golpes! E ai? Economiza quatro “litrão” e vai lá prestigiar os caras. Adivinha o que aconteceu? O evento deu aquela leve “flopada” e a agência começou a liberar vip! Beleza, todo mundo gosta de Vip, mas um evento desses?

Mas os caras são velhos e a nova geração não curte e blá blá blá! Então me fala qual foi o último evento de rap que você foi prestigiar e pagou entrada? Onde estão os seguidores da Pineapple que enchem de visualizações os vídeos do canal e dos react?

A expressividade da internet não condiz com as pessoas que frequentam os eventos de rap. Seja ele qual for! Eu sinto falta de festivais como o Afropunk aqui no Brasil, mas fico pensando se um evento desse porte iria “vingar”. Já tivemos muitos artistas que cancelaram shows no Brasil (em São Paulo), por falta de público. Vocês lembram do Method Man e RedMan? Isso porque eu estou falando só de São Paulo, nem mencionei a falta de eventos de rap em outros estados.

Um dos eventos na cena que sofre com essa incoerência são as batalhas de mc. O organizador e apresentador do Circuito Paulista de Batalhas de Mc (CPBMC), Mamutti 011, comentou sobre esse fenômeno dentro das batalhas “O público das batalhas é exponencialmente maior na internet porque grande parte dele é menor de idade e mal pode sair de casa. Quem dirá para ir a eventos de rua, muitas vezes longe de suas casas, que acabam após as 22h”, explica Mamuti.

O mc também fala como as batalhas na internet acabaram viram um entretenimento, pois acabaram se popularizando por meio dos vídeos e os espectadores acabam se identificando com a faixa etária dos participantes.

“É uma geração muito mais conectada e que usa a internet de forma muito mais visceral… E muitas vezes não dá tanto valor pra “vida real”. Infelizmente. Como tudo na vida o crescimento das batalhas na web tem seu lado bom e seu lado ruim”, conclui o mc.

Hoje, podemos falar, que o maior evento de rap nacional em questão de público é o Duelo Nacional de Mc’s que acontece em Belo Horizonte. O evento gratuito reuniu mais de 30 mil pessoas na edição de 2017.

Sem contar os eventos de graffiti e breaking que são pouco “explorados” pela galera do Hip Hop. Nesses eventos você encontra as pessoas do meio! Eu vejo muita gente comentando, dando discurso e fazendo textão na internet sobre a cultura Hip hop e que abomina os modinhas. E por aí vai. Fala mal do trap. Fala que o boom bap já ta ultrapassado. É que no sul “os caras não sabem fazer rap”. É criticando Raffa Moreira. Mas e ai, já colou em um evento de rap e pagou um preço justo? Ou foi sem reclamar do preço? Já foi em uma rinha de Mc para ver como é a dinâmica? Já saiu do conforto do seu lar para ver um evento de Graffiti ou evento de breaking?

Os caras são artistas e vivem disso. Hoje você vê os caras pechinchando cada vez mais entrada desses eventos. “Aaah mas tem que ter evento de graça também né? Esses lotam” Porra mano, fortalece tua cena! Paga pra ir em show. Vai andar pela tua cidade e valorizar os mc’s, djs, grafiteiros e bboys/bgirls da tua cena.

Não adianta chorar porque o Tyler, The Creator não vem para o Lollapalooza se a cena nem é tão forte assim. Somos fortes em streaming, mas ainda não abrimos a carteira para ir em um show de rap ou ver um evento de dj.

Voltando para a opinião do Mamutti a respeito da idade dos fãs de rap hoje, pode soar como alerta para as agências. Hora de mudar esse eventos. Nos anos 2000 a “nossa geração” era fã de Charlie Brown, Detonautas, CPM 22 e afins. Os shows aconteciam durante o dia. Eram festivais e a cena era muito forte. Hoje em dia o funk consegue se organizar com seu público menor de idade. Por que estamos enfrentando essa dificuldade no rap?  Não adianta sonhar com festivais de rap e não ir nem no showzinho na esquina. 

A nossa cena de rap tá só na internet? Vamos nos movimentar ai?!

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Foto: Marcola – Festa Punga

 

Mude seus Planos lança o clipe da faixa “Gatilhos”

 O single antecede o lançamento do aguardado álbum de estréia da dupla

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Antecedendo o lançamento do álbum de estreia, o duo Mude seus Planos- formado por Plano B e Mud, ambos membros do coletivo Hó Mon Tchain, acaba de soltar o clipe da faixa “Gatilhos”.

Dirigido por Johnny Germano, o vídeo traz uma estética monocromática, crua e nebulosa, aliada as rimas ácidas e sagazes de Plano B e Mud acerca da temática Gatilhos, trazendo um turbilhão de possibilidades metafóricas e transitando entre os “gatilhos de ideias” e a nocividade dos gatilhos que foram e infelizmente ainda serão puxados.

Velhos conhecidos da cena, por conta dos dos elogiados álbuns do Hó Mon Tchain – “Ascensão”, de 2012, e “Assim que Nois Trabalha”, de 2016, Mud e Plano B estão com o álbum “Gatilhos de Brinquedo” já engatilhado para o mês de abril, contando com produção totalmente autoral do próprio produtor/Mc, Felipe Thiago Mud.

Yannick lança o 1º clipe de 2018

Faixa ‘Também Conhecido Como Afro Samurai Remix’ ganha curta-metragem cheio de efeitos e participações especiais

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 O rapper paulistano Yannick Hara lança mais um vídeo de uma das faixas do EP Também Conhecido Como Afro Samurai. Desta vez, a faixa-título versão remix, última música do trabalho, ganhou um clipe cheio de efeitos e participações especiais.

 Gravado em estúdio, o vídeo apresenta os dançarinos Danilo Martins e Dartlita Double-Lock em performances intercaladas com a presença do próprio artista. O cenário alterna as cores azul, vermelha e branca, gerando uma sensação de drama e suspense, como sugere a letra.

 Na concepção da música, Yannick conta com a participação de Dieguito Reis (Vivendo do Ócio) e Petrus (OI Darth Bastard). O remix tem uma pegada trap, com uma roupagem eletrônica e mais pesada do que a original. A faixa apresenta, ainda, novas rimas, que lembram uma apresentação de Freestyle.

 O vídeo é o sexto de uma séria de oito. “Pretendo lançar clipe de todas as faixas do EP até o final de 2018”, explica Yannick. O trabalho é totalmente inspirado no mangá e anime Afro Samurai, cujo o enredo narra a saga de um samurai negro chamado Afro que busca vingar a morte do pai, assinado por Justice.