Projota lança clipe de “Canção pro Tempo”

Animação de Didiu Rio Branco e Rogério Shareid conta a história da canção, que faz parte do novo álbum “A Milenar Arte de Meter o Louco”

“Canção pro Tempo” é a sexta faixa do álbum “A Milenar Arte de Meter o Louco” que ganha videoclipe oficial. Com animação produzida e dirigida por Didiu Rio Branco e Rogério Shareid, “Canção pro Tempo” narra a história de um jovem da periferia de São Paulo com o sonho de ser cantor de rap, que passa por muitas dificuldades até chegar ao sucesso.

Projota explica que “sempre quis fazer um videoclipe de animação e no Brasil temos profissionais incríveis na área”. “A música conta uma história e enxerguei o momento perfeito de fazer uma animação para contá-la de uma forma diferente dos vídeos que já produzi”, acrescenta.

As imagens aéreas que aparecem no clipe foram gravadas por um drone no bairro Lauzane, Zona Norte da cidade de São Paulo, onde Projota cresceu. “Me emocionei demais quando assisti, vendo as imagens captadas da minha antiga casa onde cresci e vivi até os 20 e poucos anos, a laje onde empinei pipa a vida toda, lugares que marcaram minha infância e juventude”, aponta o rapper.

“A Milenar Arte de Meter o Louco” foi lançado pela Universal Music em agosto deste ano. O álbum aborda questões fortes da vida do artista, principalmente “a milenar arte” dele e de milhares de jovens de periferia que “metem o louco” e superam todas as adversidades que a vida lhes impõe.

Assista aqui:

 

Anúncios

Krawk leva a melhor na Grande Final do CPBMC

No dia 04 de novembro aconteceu a final do Circuito Paulista de Batalhas de MC’s, foram mais 100 batalhas pelo estado para definir quem vai representar São Paulo no nacional nos dias 25 e 26 em Belo Horizonte.

O evento aconteceu em frente ao belíssimo Teatro Sérgio Cardoso e teve apresentação do Mamuti, com corpo de jurados de respeito: Marcello GuGu e Arnaldo Tifu; entre as eliminatórias das batalhas, tivemos pocket shows de qualidade do TR, Vinicin, Gabi Nyarai e do Cronica Mendes. Isso sem contar com os improvisos e boas mensagens passadas para deixar o público agitado.

Os MC’s classificados mostraram bem o porque de terem chegado até ali, maioria das batalhas tiveram um nível de qualidade muito elevado, deixando o público empolgado e querendo mais, muitos do confrontos foram tão acirrados que foi necessário terceiro round.

Dentre os 16 MC’s o grande campeão foi Krawk, que vai representar o estado paulista na competição nacional em Minas Gerais, vencendo Gabriel Barbieri, veja abaixo a chave da competição:

23231302_508719382820768_4754169065321184280_n

Confira as fotos do evento aqui.

 

Dois anos de “Bad Neighbor”, colaboração entre Madlib x Blu x MED

2 anos do lançamento de “Bad Neighbor”, a colaboração entre Madlib, Blu e MED.

30 de Outubro de 2015 era lançado o álbum “Bad Neighbor”, uma colaboração entre o produtor Madlib e os MCs MED – parceiro de longa data do produtor e também membro da gravadora Stones Throw, e Blu, outro grande MC com grande um clássico na rua, “Below The Heavens”, que esse ano completou 10 anos.

bad neighbor
Madlib, Blu e MED

O trio já havia lançado um trabalho anterior, “The Burgundy EP”, e chegou com uma proposta muito boa nesse disco: rimas sem muito compromisso ou temática específica e uma produção impecável do Beat Konducta. Gosto da forma como Madlib se reinventa a cada trabalho, fazendo o boom bap bater de formas cada vez mais inesperadas.

 

images (16).jpg

Para as participações, um time de peso: MFDOOM chega com o bom e velho flow brilhante em “Knock Knock” que soa como uma faixa de Funky músic dos anos 70. Anderson Paak compôs um refrão maravilhoso para a faixa “The Strip”, mesmo eu sendo apaixonado confesso nos versos e a entrega do Blu no som. Em “Burgundy Whip” temos Jimetta Rose com um vocal lindo no refrão e mais uma vez o Blu arregaçando nas rimas. O clipe dessa faixa é outra coisa que vale muito a pena dar uma conferida, parecendo um filme 70′ analógico.

Aloe Blacc (aquele mesmo da “Blue Avenue”, faixa do Jazz Liberatorz e de tantos outros trabalhos bacanas) participa de “Drive In”, que soa como uma música de amor e para amar. Clima esse que também aparece em “The Buzz”, com participação de Mayer Hawthorne. Além desses nomes de peso, temos Hodgy Beats na faixa “Serving”, com um instrumental fudido. Porém, para mim, a cereja do bolo é “Streets”. Nela temos DJ Romes e Oh No, DJ, produtor e irmão de Madlib. Esse instrumental já existia há alguns anos em alguma versão da Medicine Show, e foi adaptado para o disco. Aqui é só mais um exemplo do que Otis Jackson pode fazer com uma SP404 e alguns discos de jazz

Apesar de não ter passado pelos holofotes do mainstrem, “Bad Neighbor” teve avaliação 7.2 no Pitchfork, 81/100 no site Metacritic e uma nota 4/5 nos sites HipHopDX e AllMusic, assim como foi muito bem recebido por várias outras mídias especializadas em música. O grande atrativo dele são os instrumentais impecáveis, as rimas de dois dos grandes MCs da cena underground e o peso das participações, fazendo o “Mau vizinhos” ser lembrado com muito respeito e admiração, 2 anos depois teu lançamento.

Ouça “Bad Neighbor”.

Dropê Comando Selva lança o disco “Entre Nós – Lado B” pelo selo Miragem Records

Já faz uns dias que o Dropê lançou seu bom trabalho nas plataformas digitais, sequência do disco “Entre Nós – Lado A” que foi lançado em 2015. O disco está desde o dia 13 de Outubro nas plataformas de streaming e teve o lançamento oficial no dia 16 de Outubro no canal do YouTube do artista.

Como já dito no parágrafo de cima, “Entre Nós – Lado B” é uma sequência do disco lançado em 2015. Os dois lados dialogam com duas facetas diferentes do artista, mesclando batidas eletrônicas com a gravação de instrumentos acústicos, como baixo, violino, guitarra, teclados e percussão. Dropê cita repentista, emboladores, partideiros, a Tropicália e a própria MPB, entre outros movimentos artísticos nacionais como a raiz do seu trabalho, resgatando conceitos com o movimento intitulado como a ReTropicália criando o Novo Ritmo e Poesia Brasileiros que agrega uma nova forma de se pensar dentro do contexto atual o RAP.

O estilo reconhecido por artistas como Tom Zé, que foi sampleado por Dropê e aprovou o resultado, Sérgio Sampaio, que foi homenageado no disco com a releitura do som “Eu Quero Botar Meu Bloco na Rua” com aprovação de seu filho. Di Melo que teve sua música Conformópolis sampleada em uma releitura de mesmo nome (faixa do disco Entre Nós Lado B com videoclipe lançado no youtube) e aprovado pelo mestre que recebeu a homenagem com muito carinho, dando o parecer positivo para a faixa e o clipe.

A divulgação do projeto começou com os singles: “Multiversos” lançado com exclusividade pela rádio Transamérica, e virou trilha da marca Tekstiiliköök sendo transmitido na Alemanha e Estônia. O segundo single “Bloco na Rua”, lançado com um trabalho fotográfico original junto com o grupo de Bate Bola-União de Realengo, faz uma alusão à cultura dos “Blocos de Rua”, e a ocupação da rua com arte, cultura e informação. Este single foi contemplado no blog Amplificador do site Globo.com como um dos 20 lançamentos do momento ao lado de artistas como Emicida, Zeca Pagodinho, Vanessa da Mata entre outros da cena musical nacional. O Som Selva-Gens que teve uma versão autorizada liberada para virar trilha sonora do documentário ‘’O Rap pelo Rap’’ do paulistano Pedro Fávero em 2016. A primeira faixa do álbum, “Você Tem Razão” tem sample retirado da música de Gilberto Gil com o qual estamos tentando contato em busca de autorização para lançamento nas plataformas de streaming.

O Dropê é conhecido por seus projetos socioculturais que fomentam a cena da cultura urbana e por suas viagens de pesquisa e interação de norte a sul no Brasil junto ao coletivo Comando Selva. Projetos como Reciclando Pensamentos, TV Improviso, Expedições, Oficina de Ritmo e Poesia, Mutirão de Grafite, Invasão Cultural e CCRP (Circuito Carioca de ritmo e Poesia) são algumas das “armas” desse agitador cultural para movimentar e transcender a cena atual.

Você pode fazer download do disco clicando aqui.

Grande Final Estadual do Circuito Paulista de Batalhas de MC’s

No dia 4 de novembro acontece a final do CPBMC – Circuito Paulista de Batalhas de MC’s – no Teatro Sérgio Cardoso, R. Rui Barbosa, 153 – Bela Vista a partir do 12h30. O evento será gratuito e terá Pocketshows com TR e VinicinGabi Nyarai e Crônica Mendes​​

O CPBMC é o maior circuito de batalhas de rimas de improviso da HISTÓRIA. Foram quatro meses de peneiras, três fases de seletivas e mais de 100 batalhas de rua participantes,Oito seletivas Regionais que resultaram em 16 MC’s que disputarão o título de melhor MC do Estado.

O grande vencedor representará São Paulo no Duelo de MC’s Nacional que acontece nos dias 25 e 26 de novembro em Belo Horizonte, a competição mais esperada do ano pelos MC’s e amantes das batalhas de improviso, aonde disputará contra MCs de outros 15 estados o título de Melhor MC do País.
Sobre o CPBMC

O Circuito Paulista de Batalha de MCs acontece desde 2012, teve origem na Rinha dos MCs – Tradicional evento da cidade de São Paulo, criado por Criolo e DJ Dandan – para selecionar um MC para ser representante do Estado de São Paulo no Duelo de MCs Nacional – Maior competição da modalidade no país atualmente.

Em 2016 teve sua final em Francisco Morato, sediada na Batalha da Estação. Evento que contou com mais de 1000 pessoas na plateia e MCs de todas as partes do Estado, selecionados através do circuito.

Em 2017 o Circuito assumiu uma forma organizacional mais institucional e passou a agregar ainda mais batalhas do estado, contando hoje com quase 100 batalhas de MCs cadastradas para a competição deste ano, que já é o maior circuito de freestyle organizado na história das batalhas de MCs no Brasil.

O intuito do CPBMC é trazer mais integração a cena do freestyle paulista de canto a canto do estado. Não só para ser uma competição para definir qual o Melhor MC

de batalha no ano vigente, mas também para ser uma oportunidade de intercâmbio de organizações de batalhas e MCs de diversas regiões além de termos uma celebração da cultura Hip Hop que reúna artistas e fãs de todas as suas expressões

artísticas (Breaking, Graffiti, DJ e MC) através dos eventos que sediam as “Seletivas Regionais” e a “Grande Final Estadual”.
Sobre o Duelo de MCs Nacional 2017

Pelo sexto ano consecutivo o Duelo de MCs Nacional vai reunir artistas e amantes da cultura Hip Hop de todo o Brasil. O mote do encontro é o título de melhor MC improvisador/ra da cultura Hip Hop brasileira a ser disputado por rimadores e rimadoras de todas as regiões do país.

Realizado pela primeira vez no ano de 2012, o Duelo de MCs Nacional tornou-se um marco para o Hip Hop brasileiro. Nestes seis anos, o projeto passou por 9 estados da federação a cada ano e recebeu grandes nomes da cultura Hip Hop em seu palco, com destaque para Emicida, Rappin Hood, Marechal, DJ Nyack, Matéria Prima, Bárbara Sweet, Potencial 3, Stefanie, Slim Rimografia, Gustavo Pontual e DJ Erick Jay.

Para a edição de 2017, o projeto pretende ampliar o seu alcance, contemplando 16 estados, que terão representantes na grande final nacional, a ser realizada no Viaduto Santa Tereza, em Belo Horizonte, no mês de novembro, quando o Duelo de MCs faz 10 anos.

Em sua sexta edição, o projeto amplia o número de cidades atendidas e propõe as seletivas locais em 16 estados brasileiros, envolvendo todas as regiões do país, num processo aberto e democrático, que irá contar com etapas seletivas e eliminatórias em cada um dos estados.

O Duelo de MCs Nacional 2017 prevê a participação de mais de 500 MCs durante as eliminatórias, mobilizando coletivos e artistas de todo o país em prol da disputa.

Quando o Duelo de MCs Nacional 2017 retornar para Belo Horizonte, depois de realizar seu processo seletivo circulando por todas as regiões envolvidas, 16 MCs finalistas vão se encontrar no palco do Viaduto Santa Tereza, em BH, para disputar o título de campeão nacional. A grande final de 2017 está prevista inicialmente para os dias 25 e 26 de novembro. A programação da festa também contará com participação de grafiteiros convidados, apresentações de dança, DJs e shows.

A expectativa do projeto é contemplar diretamente mais de 50 mil pessoas, nas eliminatórias e na grande final (na edição de 2016 a grande final recebeu 10 mil pessoas no centro de BH), além de milhares de pessoas atingidas indiretamente por meio da internet, vídeos de cobertura e transmissão ao vivo das ações. O canal da Família de Rua no Youtube foi acessado por mais de 17 milhões de pessoas, sendo de grande repercussão os vídeos das batalhas realizadas Brasil afora.

Flyer FINAL CPBMC

Com mais de 40 atividades, Mostra Cultural da Cooperifa desafia perseguição à arte

Evento acontecerá entre os dias 21 e 29 de outubro na zona sul de São Paulo e contará com a participação de Wagner Moura, Dexter, Xico Sá, Marcelino Freire, Paulo Lins, Sueli Carneiro, Sarau das Pretas, entre outros   

cooperifa
No próximo sábado (21), começa a 10ª Mostra Cultual da Cooperifa. Completando 16 anos em 2017, o coletivo da zona sul de São Paulo irá receber visitantes entre os dias 21 e 29 de outubro.

“Nós vivemos um período de censura à arte e cultura. Nós, da Cooperifa, resistimos e vamos levar o que há de melhor feito na periferia e fora da periferia para a Mostra”, afirma Sérgio Vaz, fundador do coletivo, lembrando os episódios recentes em que exposições em museus ou centro culturais foram atacadas por setores conservadores da sociedade brasileira.

Com início marcado para o próximo dia 21 de outubro, a “10ª Mostra Cultural da Cooperifa” levará à zona sul a possibilidade do público transitar entre nomes já consolidados com novidades do cenário cultural brasileiro.

Wagner Moura, Xico Sá e Dexter, figuram na mesma programação que apresentará a cantora Fernanda Coimbra, o poeta Akins Kintê e o rapper Cocão. “É importante trazer gente de fora, mostrar que a periferia se tornou um importante palco da cultura brasileira. Mas a maior parte da programação é, e tem que ser, de nomes que a periferia já conhece e que produzem muito do que é consumido pela periferia”, afirma Vaz.

Em 2017, a Cooperifa completa 16 anos e um sarau especial celebrará a data. “Estamos felizes, são 16 anos de sarau e poesia. Toda semana, nos últimos 16 anos, na periferia de São Paulo, depois  de adorar um deus chamado ‘trabalho’, as pessoas param para ouvir poesia”, encerra Sérgio Vaz.

cooperifa2

Manos e Minas apresenta Yannick

O rapper mostrou as faixas do EP “Também Conhecido Como Afro Samurai”

yannick manos e minas

 O rapper paulistano Yannick participou do programa Manos e Minas (TV Cultura) no último sábado, dia 7 de outubro. Durante o programa, o artista falou sobre as suas influências, estilo de vida e, claro, cantou algumas faixas do EP “Também Conhecido Como Afro Samurai”.

Para abrir o programa, Yannick escolheu a faixa “A Maldição da Bandana”. Na sequência, apresentou “Afro Vs Justice” e “Luto por você”, faixa que na concepção original conta com a participação de Paula Malvar (Vó Tereza).

Em seguida, cantou “Jinno” e “Também Conhecido Como Afro Samurai Remix”, dividindo o palco com Dieguito Reis (Vivendo do Ócio) e Petrus MC. Para encerrar, a faixa escolhida foi “Ressurreição”, que contou com a participação ao vivo dos irmãos Raony e Keops (Medulla).

Como é de costume no programa, todas as músicas tiveram o apoio do Projetonave. Veja o programa completo aqui

Manos e Minas está no ar há mais de 20 anos e é considerado o principal programa dedicado à cultura hip hop no Brasil. Atualmente, é apresentado por Roberta Estrela D’Alva.