Banned In SP estréia no circuito underground com o pé direito, muito RAP, Punk, Reggae e cabeças sangrando.

Ontem, dia 10/06/2017 rolou a primeira edição da festa Banned In SP, no Zapata, região central de São Paulo. A festa foi organizada pelo coletivo Carranca Records, do qual faço parte como fotógrafo, cachaceiro e piadista de primeira.

O intuito da festa foi a celebração da contra-cultura e cultura de rua, levando para o palco o Reggae, RAP e Punk, tudo junto contra o fascismo e celebrando o amor, a rua e uma sociedade livre do preconceito.

No palco tivemos HFF, ATTICA!, Shazam, Sistah Chilli, DASH, Fear Of The Future e discotecagem do mano GuzBeats que mandou pra caralho na seleção.

Tivemos também nossa amada Larissa, que caiu no bate-cabeça. saiu com a cabeça sangrando, foi lá fora, colocou m gelinho e VOLTOU PRA RODA DAQUELE JEITO!

 

Confira abaixo as fotos de mais uma cobertura maravilhosa do Rap Em Movimento, nos sigam no facebook e instagram.

PAZ entre nós e pau no cú dos fascistas!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

20 anos de “Sobrevivendo no Inferno”

” 60 por cento dos jovens de periferia sem antecedentes criminais á sofreram violência policial. A cada quatro pessoas mortas pela policia, três são negras.
Nas universidades brasileiras apenas 2 por cento dos alunos são negros.  A cada quatro horas, um jovem negro morre violentamente em São Paulo
Aqui quem fala é Primo Preto, mais um sobrevivente”

 

No final de 1997, era lançado o que, pra mim, é o maior álbum da história do RAP Nacional – e que talvez nada o supere em questão de importância ou qualidade, numa época em que ninguém dava atenção ao som que vinha das favelas do Brasil.

 

“Sobrevivendo no Inferno” foi o quinto álbum de estúdio lançado pelos Racionais MC’s. Antes disso, o grupo já tinha uma reputação de 10 anos na cena underground, onde o RAP, em quase sua totalidade, existia. O disco foi o maior divisor de águas dentro da cena e o primeiro a romper as barreiras do “subterrâneo”, e a atingir um conhecimento dentro da cena mainstream da música, chegando até a MTV e outros canais, passando da marca de 1,5 milhões de cópias vendidas na época do lançamento. Tudo isso de forma totalmente independente.
Mas, antes de falar sobre o disco de forma técnica, ou fazer uma resenha sob a ótica musical, acho importante dizer o quanto esse disco é importante pra mim, de forma sentimental, ou com relação a minha vida e iniciação ao RAP:

“O ano era 98, 7 anos de idade, meu pai trabalhava em um shopping na Avenida Paulista. Ele tinha um amigo, que tinha um Chevette (eu amo Chevette demais, espero que a fotografia de RAP me de granas pra comprar um, hahahaha), e sempre tocava nesse carro uma fita k7, com uma batida forte e umas letras que, na época, me apavoravam. Sempre que eu ia dar um rolê com meu coroa depois do trabalho, eu estava nesse carro, ouvindo essa mesma fita. Até que, um dia, perguntei ao amigo dele do que se tratava, e ele me mostrou uma capa preta, com uma cruz no meio e letras que eu – ainda, não entendia.

 

Capa criada pelo artista Marcos Marques.

 

Chegando em casa, um dia, disse que queria demais essa fita. Enchi o saco dos meus pais, até que eles me deram uma grana – algo em torno de 5 reais, para comprar a fita. Só que havia um porém: Meu primo também amava essa fita, e a única banca do bairro que vendia, tinha apenas uma fita. Decidimos, eu e meu primo, apostarmos corrida até a banca, para decidir quem ficaria com ela. Eu venci, e comprei a fita.

 

Nunca soube por onde ela se perdeu nesses 20 anos depois do episódio. Mas tenho uma lembrança maravilhosa dessa época, do que vivia, do mundo como era, do prazer que existia em ouvir RAP num toca-fitas e coisas do tipo. Deixo aqui registrado meu agradecimento ao meu pai e ao amigo dele, por me introduzirem, sem saber, ao mundo do RAP.”

 

Passada minha história ~lindinha~, gostaria de fazer algumas observações sobre o disco e desenrolar a resenha falando um pouco mais do trabalho.

 

“Sobrevivendo no Inferno” é o álbum mais aclamado dos Racionais por diversos motivos. Além de ter sido o grande boom para o grupo, concretizando o posto deles como o grupo mais importante da história do RAP Nacional, ele trás uma produção impecável do KL Jay. Nomes como Isaac Hayes, The L.A Express, Edwin Starr, Curtis Mayfield, Tim Maia, Bar-Keys, entre vários outros figuram entre as amostras usadas pelo DJ e produtor para compor o disco.  As batidas, sempre muito agressivas, assemelhando ao Gangsta RAP americano, contrastam com os samples da velha escola do soul, funky, blues, o que eu acho foda pra caralho.

 

Difícil para mim, que sempre tive um apreço maior por batidas do que por letras, escolher qual delas eu mais gosto, percebo que todas foram feitas de forma muito estudada e nenhuma delas se parecem nesse disco, apesar da temática uniforme. Mas, andar de Opala ouvindo “Capítulo 4, Versículo 3” é quase um orgasmo auditivo. Outra música importante pra caralho é “Rapaz Comum”, um relato incrível da criminalidade, visto em primeira pessoa pelo Edy Rock, sendo essa, pra mim, a melhor letra do Cocão, de todos os tempos. O boombap tomou novas formas nesse disco, saindo do padrão de batidas de marcações “quadradas” (o que não é uma critica, mas uma forma que algumas batidas eram feitas no Brasil, nessa época, na questão do sequenciamento da bateria), para coisas mais elaboradas, com uma pegada mais quebrada, enfim, o padrão foi quebrado com primazia.

 

Ou seja, é um álbum para se ouvir do começo ao fim, sem ter a sensação de que as coisas foram feitas todas da mesma forma, Até porque, estamos falando de KL Jay, amigos.

 

Com relação as rimas, pode ser até algum clichê falar da qualidade e do storytelling que tem os integrantes do grupo, mas devemos frisar que, em 1997, a taxa de homicídio em São Paulo era a terceira maior da América Latina, e um jovem do bairro Capão Redondo tinha 12 vezes mais chances de morrer, segundo dados no site RAP Genius. A crueldade da polícia com a população das favelas era extrema. No mesmo ano do lançamento do álbum houve o caso da chacina na Favela Naval, em Diadema/SP, que ficou conhecido no Brasil todo. Foi um disco que retratou isso, onde a mídia jamais fez questão de entrar é contar a história daquelas pessoas. Foi um disco que escancarou problemas que os negros sofrem no Brasil desde que aqui pisaram pela primeira vez. Não apenas os negros, mas os jovens de toda a periferia, não apenas em São Paulo, até porque “Periferia é periferia, em qualquer lugar a gente morre”. Em 2007 a Revista Rolling Stones elegeu o disco como o 14º melhor álbum da musica brasileira.

 

Nessa lista, além desse disco, temos também “Nada como um dia após o outro dia”, também dos Racionais. Com isso, podemos ver como era o cenário da época, não só para o RAP, mas para toda a cultura preta e periférica.

 

Passando por letras que trazem os poucos momentos de alegria, curtição dos negros e favelados da época, retratada em “Qual mentira vou acreditar”, os moleques perdidos na cola em “Magico de Oz”, os amigos que se foram, a vivência nas quebradas e nostalgia em “Formula Mágica da Paz”, entre muitos e muitos clássicos presentes no disco.

“Sobrevivendo no Inferno” é um documento histórico de como viviam, e de como eram mortos os jovens das comunidades carentes – o que o RAP nunca deveria deixar de ser.

Para quem ainda não conhece o disco OUÇAM o quanto antes e peguem o Asè dos Deuses do RAP Nacional.

Feliz aniversário, Knxwledge

Hoje o Rap Em Movimento presta homenagem a Glen Earl Boothe, nascido em 10 de Março de 1988, na Filadélfia, e que está completando 29 anos de idade.

O nome pode não ser familiar, mas esse produtor, hoje morando em Los Angeles e associado dá já lendária Stones Throw Records (gravadora com uns nomes como MF DOOM, Madlib, Oh No, MED, Blu, entre outros) produziu em 2015 “Momma” do álbum “Tô Pimp a Butterfly” do Kendrick Lamar e “Sued & Link Up”, numa parceria com Anderson Paak, chamada “NxWorries”, que foram os trabalhos que fizeram o cara colocar a cabeça pra fora do underground.

Estamos falando de Knxwledge.

Conheci o trabalho dele na faixa “Killuminati” na mixtape “1999” do Joey Bada$$ (Essa faixa, pqp!!!!!!!) , em 2012. Mas, lá em 2010 foi onde ele lançou seus primeiros trabalhos, como “Klouds” e “SKR∆WBERRIES.FUNK∆ISRS” (essa segunda mixtape é um trabalho bonito demais e o nome é uma analogia ao LSD, conhecidos como “Strawberry” em alguns lugares dos EUA e Europa).

De lá pra cá já foram mais de 83 lançamentos pelo BandCamp, e estamos falando de um produtor relativamente novo na cena, com 7 anos de trabalho.

Como falamos, ele atingiu um reconhecimento recente na cena mainstream, mas é no underground que ele mostra todo seu potencial e a genialidade de um produtor que é difícil definir em poucas palavras.

Knxwledge segue uma linha entre o Hip-Hop Experimental e o Lo-Fi, com influências dias de Madlib, J Dilla, Ohbliv entre outros aclamados produtores. Suas produções tem um teor voltado para o Soul, Jazz, Old School, com uma presença enorme de vocais e recortes de várias faixas diferentes, de forma que não pareça ser apenas um sample recortado, e sim uma criação original de diversas fontes diferentes, dando uma cara quase que única na cena, o que faz dele um cara especial, ou seja, uma grande junção de colagens.

Pra quem já curte as produções dele, fica fácil reconhecer algo do Knxwledge, com os kicks secos e quase imperceptíveis em algumas faixas, a caixa sempre marcada forte no reverb, os vocais extraídos de faixas do rap, Soul, e uma bateria que não conseguimos enquadrar num estilo único, porque ela foge muito dá marcação clássica do boombap, dando um ar mais futurista ao trampo. Comecem a ouvir os trampos antigos e reparam nisso tudo, vocês vão ver que ele tem uma identidade muito própria como produtor. Outros caras como Blu e Earl Sweatshirt já colaboraram com ele também.

Um exemplo foda desse mescla é a série “WrapTaypes” (que merece um post especial só para ela aqui no Rap Em Movimento), onde Knxwledge faz um remake de clássicos do hip-hop, tanto das batidas como dos clipes, usando a capelas dos sons originais e inserindo suas batidas. O resultado são coisas como essa:

50 Cent – Ya lifes on the line

Knxwledge. – knxbodilykesme. (WrapTaypes.Prt3)

A discografia é enorme, são muitos os bons trabalhos e fica difícil listar todos eles num único post, mas vou colocar abaixo os trampos que eu mais gosto e o link do BandCamp do cara pra quem se interessar.

De moto geral, vejo como um trabalho extremamente introspectivo. Claro que existem algumas excessões dentro de um universo tão amplo como a música, mas em sua essência são produções que fazem pensar, que trazem sensações diferentes para cada ouvinte, o tipo de música pra se ouvir com atenção e se deixar levar. Coisas dá genialidade do Knxwledge.

Parabéns, Knxwledge!

 

5 Melhores Álbuns de 2016 – Por Marcola

5 Melhores Álbuns de 2016 – Por Marcola

2016 foi um ano de realizações para o RAP. Tivemos uma série de lançamentos, descobertas, tretas saudáveis (ou não), quebras de paradigmas e, o melhor, muita música foda!

Foi um ano importante para a consolidação da cena que andava um tanto quanto parada, com fórmulas prontas e defasadas, com algumas poucas revelações.

E, ao meu ver, essa foi o principal ponto positivo para o movimento neste ano e, me baseando nisso, deixo abaixo a lista dos 5 melhores trampos do ano, em minha opinião.

 

BK – Castelos ¨& Ruínas

bk

O BK já andava mostrando um bom trabalho desde 2015, com o Nectar Gang, grupo que despontou na cena do RAP carioca.

Em Março de 2016 o BK a.k.a Flow Zidane lançou seu álbum de estreia, intitulado “Castelos & Ruínas”. Com uma temática obscura, totalmente auto-biografico e bastante analítico sobre a vida do Mc, é uma espécie de crise existencial de forma de poesia. Bk trouxe uma roupagem nova pra cena, utilizando uma enorme quantidade de metáforas e referências que vão desde mitologia grega até banalidades da vida no Rio de Janeiro e suas vivências, amores, planos, decepções e conquistas. Tudo isso me impressionou muito, pois se assemelha a muitos grupos e Mc’s do underground nacional dos anos 2000, dando ula aula de lírica, conhecimento que está além do RAP, fazendo jus ao apelido de “Flow Zidane”; Destaque para a música “Não me espere”, que tem uma grande carga das inúmeras referências citadas acima.

Vale muito a pena conferir, porém, dificilmente vocês não ouviram falar desse álbum que, pra mim, levou o título de melhor trabalho do ano e que vocês podem ouvir aqui.

 

D.D.H – Direto do Hospício

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Eu tive a honra de conhecer o D.D.H por uma amiga de Salvador, que havia me apresentado o som do BACO, antes do boom da faixa “Sulicidio”, que foi a grande responsável por uma das melhores coisas do ano, que foi a virada dos holofotes para o Nordeste.

D.D.H é uma dupla formada por Mobb e Baco Exu do Blues, e que nesse ano lançou o EP “Direto do Hospício”, compilando algumas faixas lançadas ao longo do ano.

É um EP dificil de digerir, visto a brutalidade e banalidade com a qual lidam com temas como a morte, violência, racismo, entre outros problemas que o povo pobre tanto sofre. Usando uma linguagem nas poesias de escarnio, muitas referências filosóficas e uma pitada grande de sarcasmo, o EP apavora nas produções, nas letras cheios de jabs na cara da sociedade e dos problemas sociais. Mas, depois de entender a linguagem e a intenção dos caras com suas letras, se torna uma obra prima para os ouvidos. D.D.H literalmente vem do hospício de Salvador para expor para todos a vida que passa em vão sob nossos olhos.

O grande destaque do EP é a faixa “Santíssima Trindade da Sujeira”, com participação do Beirando Teto, que é uma viagem psicodélica entre a espiritualidade, o álcool, a cena defasada do RAP, a desgraça do mundo e. claro, a cidade de todos os santos. Tudo com uma carga enorme de agressividade. Mas, para entender exatamente toda essa temática e esse universo paralelo do som dos caras, vocês PRECISAM ouvi-lo.

 

Isaiah Rashad – The sun’s tirade

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Sou fã do Isaiah a pouco tempo, desde quando conheci o grande “Pieces of a Kid“.

O rapper associado da TDE, que tem apenas 25 anos, lançou esse ano o álbum “The sun’s tirade”, um álbum resumidamente obscuro. Com batidas experimentais, e sempre muito boas, como em todos os seus trabalhos, o trabalho veio carregado de rimas sobre seus problemas psicológicos, vivências e problemas enfrentados pelo jovem Mc durante a vida. Tema esse que, infelizmente, tem sido recorrente, mas pelo lado positivo, sido exposto por quem o enfrenta. ´Problemas com o álcool e drogas seguem a trilha desse trabalho pesado, e muito lindo. É uma grande auto-reflexão do Isaiah sobre seus monstros internos.

Destaque para a faixa “Wat’s wrong” com participação do Kendrick Lamar, que trás uma reflexão sobre como corremos em círculos na vida, os pensamentos que nos limitam, o que queremos alcançar e os fracassos, ansiedade, preocupações, entre outras formas de limitação que todos nos enfrentamos, retratados nessa linda faixa.

Vocês podem conferir o álbum completo aqui.

 

J Dilla – The Diary

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Falar de J Dilla é falar de um membro do panteão de maiores produtores da história do RAP. James Yancey dispensa apresentações!

Porém, muitos o conhecem apenas como produto, ignorando o lado MC do lendário produtor de Detroit.

“The Diary” foi lançado em 2016, 10 anos após a morte do grande Dilla, e, diferente dos demais trabalhos póstumos, este foi especial pois além da produção das batidas, ele vem mostrando toda a habilidade como MC que possuia. Não só pela qualidade do trabalho e do Dilla, este álbum está na lista também pela felicidade que sinto em ver que o legado de Jay Dee será eterno, e a cada novo material lançado, ficamos felizes por ter a presença musical dele entre nós. Além do mais, este é o último material da série de trabalhos que Dilla havia deixado pronto antes de sua morte. O trabalho foi produzido entre 2001 e 2002, e conta com instrumentais de Dilla, Madlib,  Pete Rock e vocais de Snoop Dogg, entre outros produtores e Mcs que fecham esse time de peso.

Destaque para a faixa “Fuck the police” onde Dilla mostra todo seu “amor” pelos “homens da lei”, hehehe. Vocês podem conferir o álbum aqui.

 

Makalister – A Terça Parte da Noite

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Conheci o Makalister através da Déborah, também colaboradora do Rap Em Movimento.

Na época, ele havia acabado de lançar a “Laura Miller Mixtape”, em meados de Setembro desse ano. A mixtape, que alias eu diz um review aqui, dispensa comentários por toda sua qualidade. Depois de ouvi-la, fui atrás dos trabalhos anteriores do MC Catarinense, até chegar no EP “A Terça Parte da Noite”, lançado em Março de 2016.

Poesia é a palavra que resume o EP como um todo. Makalister usa de uma forma absurda e quase extraterrestre referências externas, que vão desde o cinema, sua marca registrada, aé livros, literatura, futebol, entre outras muitas formas de arte que o Mc absorve e fala com muita propriedade. Composta por 4 faixas, todas produzidas pelo próprio Maka, é uma viagem entre amores, rolês e vivências pela sua cidade, noites nos bares, filmes independentes e jogos do Figueirense. É daqueles trabalhos que você fica imerso na narrativa, sendo necessário, a cada verso, usar o buscador para entender e compreender as referências usadas, pois Makalister tem a capacidade de. em cada linha, usar uma quantidade enorme de metáforas ligadas a vários temas, o que torna o trabalho muito rico em questão de cultura e arte.

Destaque para a faixa “A vida e suas voltas redondas”, que é minha favorita por N motivos. Porém, acredito ser a faixa onde está mais explicito toda essa carga de referênxcia que eu reafirmo nessa analisa, como nos versos onde ele faz uma analogia genial entre futebol, sua infância e alguns filmes dos quais ele usou como tema.

Vocês podem conferir o EP aqui.

 

 

 

 

 

 

 

NMGA pede LICENÇA PRA CHEGAR!

Texto original publicado na página do selo Carranca Records.

Hoje, 21, o Bruno a.k.a NGMA lançou oficialmente seu primeiro single, “Licença pra chegar”, pelo selo Carranca Records. Lançamento esse que foi o último lançamento do ano.

“Licença pra chegar” é a introdução do NGMA no mundo do rap. É uma declaração de amor ao hip hop e ao rap, que muda e salva tantas vidas diariamente. Uma autêntica carta de apresentação ao game, NGMA mostra que não veio pra brincar.

Com referências desde Ab-Soul, até Rua de Baixo, passando por todo o supra sumo do RAP nacional e internacional, NGMA vem mostrando toda sua versatilidade, lírica e rimas carregadas de sentimento e vida.

Fiquem ligados na página do coletivo, pois em 2017 os caras vem com tudo!

 

 

 

Rap em Movimento marcando presença na 2ª edição da Festa Punga.

No último domingo, 18, o Rap Em Movimento marcou presença na 2ª edição da Festa Punga, realizada no Estúdio Lâmina, no centro de São Paulo.

Nessa edição, o foco foi na discotecagem, com a presença dos DJ’s Mista Brown (Rashid), Marcel (Mob79), Vins (Blkkk), Família JBC (Jean, César e Barata), Beans ( Helibrown/Outroplanet) e Minizu ( Augusto Oliveira/SNTL Sounds).

 

Segundo Guilherme, nosso colunista do blog que que esteve presente no evento, “2016 foi um ano complicado em alguns aspectos. Ver pessoas que vivem a cultura Hip-Hop arrumando treta desnecessária foi ruim de aturar. Mas ir pro centro de SP, em um domingo a tarde e participar de uma festa igual a Punga foi foda, ver que ainda tem gente que cola em rolê pelo som que vai ouvir foi muito bom, SP precisa de mais festas como a Punga, onde o público bate palma ouvindo These Walls”.

Confiram abaixo algumas fotos do rolê!

 

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ATTICA! e NGMA na 17ª Feira de cultura de Santa Tereza.

Ontem, 11 de Dezembro, aconteceu a 17ª Feira de cultura de Santa Tereza, evento que ocorre todo ano na região de Embu das Artes, São Paulo.

E nessa edição o Rap Em Movimento foi prestigiar as apresentações do grupo ATTICA! e o MC NGMA, no palco principal da feira.

Foi um rolê totalmente voltado para a quebrada, aos moradores da região, e foi muito bacana acompanhar o som dos meninos, com mensagens fortes, sobre a vida, a truculência policial, a atual política nacional, o problemas dos pretos e dos pobres na sociedade, o que foi bem recebido por todos ali presentes.

Tanto o ATTICA! como o NGMA tem projetos para serem lançados no ano que vem, mas vocês podem acompanhar os sons já lançados dos caras aqui.

 

Abaixo vocês podem conferir algumas fotos da apresentação dos caras:

 

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